2.10.12

Minha Ignorância

Perdoe minha ignorância diante do seu tamanho saber
Filosofia de nada sei
Diante das existências, moralidades, valores e  questionamentos
Prefiro manter-me pensativa
Diante de uma racionalidade matemática
Prefiro ser irracional
Diante de questionamento  literários
Fico  apenas com as palavras do autor
Diante de sua perfeita distribuição geográfica
Assisto ao  caos humano
Diante da semântica
Prefiro as metáforas efêmeras
Diante da ciência da matéria
Prefiro a imprecisão dos pensamentos
Diante da objetividade física
Fico com a teoria
Diante de toda sua proficiência
Fico com a mestria da minha inépcia.

25.9.12

I would like to say…

I would like to say that
I could lie to me
But nobody with empty smile
will help us
Cross my heart
I cannot stop until the day ends


I never think
If Am I happy or sad?
But before tomorrow
When you wake up
In the morning
While the sun sleeps

Stay with me a little more
I can see in your eyes that
There is no time to waste with apologies
I can take everything you have
Less the pieces of my heart
Till I die, I’ll be looking for them

You’re going vanish in the haze
I might be mistaken
But tell me before you go
“Get out of my life”
Because I need to find a way
To replace you
There is anything to worry about it, I promise
I just
Need bring me to life again.

6.5.12

Resistência



Não um ponto
a se retornar
Apenas siga em frente
Resista a esta sociedade
viciada em idéias... prontas
Quebre as regras
Criadas para mantê-lo
 Livre de seus pensamentos
Seja o garoto
   que você costumava ser
Enfrente seus heróis
Você não é um soldado
Não precisa de ordens
Precisa... Resistir
Não deixe controlarem sua mente
Mantenha-se livre das drogas
Liberadas pelo poder
Consuma pensamentos livres... errantes
Não aceite idéias
atos...mensagens
Pré determinados
por uma sociedade corrupta
Você não é apenas mais um
Resista... Insista...
Não deixe... que te acorrentem
que te amordacem
que te amedrontem
Insista... Resista
Não se cale
Seja a voz a ser ouvida
O limite a ser vencido
Por aqueles
que se sentem incomodados
Por você ser
a
''Resistência''
Então a eles... sussurre
‘’Juntem-se a mim
e
                                                               Resistam’’                                                                      
‘’Viviani ketely”






15.3.12

Alegro-me



Alegro-me com seu cheiro ao alvorecer
Com seu sorriso calando-me
Com suas mãos percorrendo-me
Com sua boca buscando-me

Alegro-me com sua face rosada
Com seu jeito terno
Com sua futilidade
Com seu frescor ao ocaso

Você é meu doce pecado
Meu sonho reinventado
Meu elo perdido

Meu segredo guardado
Meu sacrifício recompensado
Meu silêncio rompido

25.1.10

ÚNICAS


Já sentiu a chuva fria depois de um dia de sol seus pés beijando a areia quente suas mãos carregando água fresca a boca o vento beijando seu rosto suado o cheiro doce de uma flor deitou-se com um desconhecido sentiu frio em uma tarde de verão amou sob um céu coberto de estrelas beijou o espelho tomou banho de roupa deixou o sorvete ir ao chão chorou vendo um filme de amor sentiu medo quando ele fechou a porta comprou coisas que nunca usou carregou o mundo em sua bolsa sentiu que aquela musica falava de você afogou as magoas em uma caixa de chocolates odiou vingou-se arrependeu-se sentiu-se feia gorda magra despenteada insegura decidida namorada esposa amada amante menina mulher assim sou eu assim e você assim é um pouco de todas nos esteja onde estivermos somos quem somos lindas feias ricas pobres conhecidas desconhecidas casadas solteiras mães filhas netas castas despudoradas brancas negras asiáticas cabeludas carecas religiosas atéias clássicas elegantes despojadas reais sonhadas desenhadas pintadas fotografadas realizadas frustradas amadas rejeitadas frágeis fortes anjos demônios somos caminhos curvos perguntas sem resposta somos sangue somos ventre somos únicas
únicas?!!?




9.1.10

NATURAL





Pousado em teu seio quente
A relva do amanhecer
Guarda tuas lembranças
De longínquos momentos brandos
Teu grito ecoa solitário
Perdido, despido
Arrependido
Tuas águas mornas
Dragam-se nas rupturas humanas
Quem há de cuidar de ti?
Eu! Que tão pouco sei de mim.
Que não dou mais que um passo
Sem ferir-te, sem lançar sobre ti
Os malefícios da modernidade
Tu que era tão bela, tão jovem
Traz agora marcas indeléveis
Em tua face azul
Teus seres outrora livres
Agora se vêem aprisionados
Enjaulados, acuados
Tristonhamente perdidos
Tuas vestes vivas, coloridas
Agora se vêem moldadas, refeitas, recicladas
Esperáramos tanto de ti
Tiramos tanto de ti
Em troca derramamos por todo o teu corpo robusto
Nossos refugos, nossos dejetos, nossa ignorância
Ainda me lembro de ouvir falar que tu
Um dia foi tão verde que parecia ser eterna
Ouvi falar que tuas águas límpidas, sagradas
Eram inesgotáveis
Que engodo, que cresci querendo acreditar
Sei que ainda guarda, belos prazeres, belos cenários
E com esperança espero: que os mesmos não fiquem
Futuramente aprisionados, refugiados
Apenas em lembranças, pinturas ou fotografias
Desejo-lhe vida longa, infinita
E que meu último beijo seja em tua boca ‘’Natural’’
Tua boca de “Terra”



Ao lado de ti


Encontre-me
Tu me procuras nas flores que nascem pelos campos.
Tu me procuras no amor que me queres dar
Ou no amor que queres receber
Tu me procuras na tua dor, no teu lamento, em teu pranto
Tu me procuras em meio a sorrisos escondidos
Lugares inimaginados
Elos esquecidos
Tu me procuras quando se curva, quando prostra tuas mãos,
preparando assim teu mais novo pedido ou tua dolorosa suplica
Tu me procuras no nascer dos teus filhos, em tuas idas e vindas
Tu me procuras no céu, nos mares, nos templos
Pois lhe digo, antes de tudo
Procures-me dentro de ti
Pois se lá tu me encontrares
Me encontrará em todos os lugares
Bem
Ao lado de ti.

21.10.09

Que Belo




Que belo
Ela dança
Entre os anjos
Que belo!
Que triste
Soaram os sinos
Que triste!
Que triste
Ela morreu
Que triste!
Lágrimas não bastam
Tampouco todo seu amor
As mãos fortes e tremulas
A sufocam
Tiram-lhe o ar
Tiram-lhe os sonhos
Tiram-lhe tudo
Tudo!
Ele a beija
Sedento de amor e desespero
Perdido em um caminho sem volta
Ele busca palavras
Que não tem
Ele chora
Ela chora!
Ele leva as mãos ao peito
Grita de desespero
Os anjos não parecem ouvi-lo
Mas ela sim
Ela sim!
Seus lábios esperam
Por um beijo
Seu coração
Quer libertar
Todo o amor
Contido
Escondido!
Ele a busca com firmeza
Ela se volta
Que bom
Que veio
Ela sorri!
Seus passos são largos
Na estreita rua
Banhada pela escuridão
Ela não o vê
Os olhos dele seguem os comprimentos recebidos
Os olhos dele seguem todos os olhares
A ela dados
Ela se deslumbra
Ele arde de ódio
Ódio!
Que belo.
Soaram os sinos
Que belo!
Depois das longas palmas
Recolhem-se todas
As pétalas
Do fim do espetáculo
Levemente ela toca
Seus pés nas nuvens
Suas mãos deslizam
Seu corpo se inclina
Que alivio
Acabou!
Rostos estranhos estão a sua frente
Carregados de sentimentos, sofrimentos, desapego
Que estranho
Ela sente!
Suas mãos buscam as mãos seguras e frias
De seu par
Seu sorriso está escondido
Mas sua decepção
Ela vê!
Ela dança
Em um suave levitar
Ela cai
Que inevitável
Ela cai!
Levemente ela desliza
Vai de um lado a outro
Todos os olhares acompanham
Sua 'alma'
Ela treme
De horror!
A seu corpo
Pertence uma áurea de estrela
Ela é absoluta
Ela é única
Que triste
Única!
Ela dá o primeiro passo
Sussurra proteção
Ela gira, lindamente ela gira
Seus pés cortam o ar
Desenham o belo
O sagrado
A arte!
De pé
A ansiedade toma a todos
Que compartilharão os aplausos
Até o soar dos sinos
Dos sinos!
Abrem-se as cortinas
Enfim
Abrem-se as cortinas
Púrpuras cortinas!
A espera é longa
Ela disfarça
Sorri
Reza
Ela reza!
Em passos largos
Caminha em direção
Ao palco
Tão feliz
Tão feliz!
Seu rosto e coberto em áurea brilhante
Seu corpo envolvido
Em véus de estrela
Que linda
Que linda!
Enfim
Hoje soaram os sinos
Enfim!




17.2.09

''Lívia''


Como posso fazê-lo ver
Que posso esquecer meus sonhos
Se você não puder sonhá-los


Como posso fazê-lo acreditar
Que e fácil fechar os olhos
E encontrar-me ao seu lado após abri-los


Como posso fazê-lo saber
Que tenho apenas treze
Que ainda vou mudar muitas vezes


Como posso fazê-lo lembrar
Que quero estar perto em um momento
E seguir momentos depois


Como posso fazê-lo perceber
Que mudo como o vento
Que erro na mesma velocidade que acerto


Como não faze-lo esquecer
Que tenho apenas treze
Que sou tão profunda e tão superficial


Como posso fazê-lo responder
As minhas perguntas
Sem me interessar pelas respostas


Como posso fazê-lo ouvir
Meus momentos de lucidez
Camuflados pela insensatez


Como posso fazê-lo recordar
Que tenho apenas treze
Que posso ser feliz em meio à infelicidade


Como posso fazê-lo buscar
Meus lábios inocentes
Meu medo sempre presente


Como posso fazê-lo sorrir
Com minhas tolices
Com minha cumplicidade


Como posso fazê-lo pressentir
Que quando minto
Digo sempre a minha verdade


Como posso fazê-lo suportar
O fato de ter apenas treze
De ser lívida de ser ‘’Lívia’’

"Viviani Ketely"

16.12.08

*ORATÓRIO DO ANJO*


I
Mandaste-me uma missiva
cheia de vícios
tundas e mistérios
dando-me a incumbência
de prostrar-me diante
da árdua tarefa
de receber teu preclaro amigo
desejo obumbrar-me da mesma
sabes que durante muito tempo
alimentei-me de presas vivas
que se debatiam angustiadas sob
minhas asas.

II
Tua segunda missiva
chegou-me antes do ocaso
quase as vias de lançar-me à cegueira
...vem tu ameaçar-me
de regeneração
pois, devo-lhe fazer saber
que tuas palavras
causaram-me risos
teus avisos são efêmeros
tuas preces inalcançáveis
todavia e com engulho
que hei de lhe cumprir este favor.

III
Faço lhe saber que
cumpri minha árdua tarefa
ainda lhe informo que da mesma
fiz minha vivenda
construí o nicho com repulsa
adornei-o com verônicas
deixei-o aos olhos
embriagado de beleza
tomando o cuidado
de manter-me a salvo
no obscuro.

IV
Pus-me a esperar
pelo teu tão ilustre convidado
com minhas mãos cobertas
de espinhos
e meu ser em cóleras
sedento para dar-lhe um
pouco de lidite.

V
Adormecia junto ao limo
quando sua presença foi anunciada
o vi aproximar-se
em seu misero feixe luzente
caminhei até o tojo
e ali permaneci
vendo-o examinar
o oratório.

VI
Suas mãos acariciaram
a madeira morta
olhou-me de súbito
e colocou-me no chão
seu sorriso lançou-me às nuvens
de onde há muito cai.

VII
Deu-lhe vida ao oratório
enchendo-o de amor
sentou-se
brincou com as flores brancas
guiou-me até seus límpidos olhos
sepultou meu fel
abriu minhas fraquezas.

VIII
Eu que era trevas
coloquei-me aos pés da luz
eu que era medo
tornei-me insignificante
eu que era o 'fim'
recomecei.

"Viviani Ketely"