EU
Eu “C” confesso não ser de toda má tampouco estar nos braços da benevolência sou um anelo vital moldada ao prazer de um déspota trago em meu corpo marcas profundas cravadas em lembranças longínquas e incoerentes reminiscências presentes não nasci infância forjaram-me ferro tiraram-me a graça entorpeceram-me a vida “A” de todos os momentos que a vida me trouxe um insiste em sobreviver aquele cujo habitante fecha meus olhos à noite para beijar-me as sombras da existência deixando um gosto único doce, frugal… Ainda sinto seu cheiro impregnando meu frescor absorvendo a seiva de minha boca ainda guardo seu sorriso dentro de meu ser recordo-me de seus olhos tragando minha alma enquanto você sustenta-me no vazio se hoje pude...