10.3.08

'LÍNGUA ESTRANHA'


Sento-me diante da besta de feições falhas
Carregada de emoções reprimidas
Vagando entre os lábios da ignorância
'Cortando' a língua estranha
Ouvindo vozes indolentes
Que se colocam
À frente das palavras escondias, 'malditas'
Dos que se dizem pensadores
Mas é apenas engodo
Do romantismo estúpido
Que fala do 'eu'
Assumidamente costurado
Na imbecilidade humana
De tolos que se digladiam
Que sucumbem à racionalidade (ao inferno com ela)
Que são traídos pelo ego
Pela soberba de cada um
Tolos que absorvem a religiosidade
Tentando esconder
O demônio que habita em suas pobres cabeças
Proletários da bestialidade
Discutam! Falem!
Hipócritas
Dêem o final poético e patético
Coerente a cada um.

Viviani Ketely